UNIFG promove mesa redonda sobre Diálogo Interreligioso

Foto: Mauri Oliveira

Encontro aconteceu ontem (18), no coreto ao lado da quadra poliesportiva da Universidade. Candomblecista, padre, pastor, entre outros líderes participaram do encontro.

Com o objetivo de propiciar a abertura de espaços de diálogo sobre temas contemporâneos e que demandam reflexões coerentes e consistentes a todos nós, a UNIFG promoveu ontem (18), o primeiro encontro do Projeto Diálogos.

Estiveram em interlocução representantes de diversos segmentos religiosos, o representante  do candomblé, Cleyton Emerson, Pe. Eutrópio Aécio; da Igreja Católica, Alessandro Filgueiras (judaísmo), Anderson Teixeira (protestantismo), Josafá Santos (espiritismo), Rogério Campos (ateísmo), Cinara Cafieiro (umbanda), além dos professores mediadores, Adriana Bomfim e Weslley Valadares.

“O diálogo de hoje foi uma grande oportunidade para ampliarmos o entendimento sobre as religiões e a multiplicidade de cada uma delas. Lembrarmos que a diversidade é a marca que nos faz sujeitos humanos e percebermos que temos muito a aprender uns com os outros”, pontuou a professora Adriana Bomfim.

O sociólogo, professor do IF BAHIANO, Guilherme Motta, falou sobre sua percepção do evento. “A instituição está de parabéns. É salutar um espaço como esse num contexto de um país com tamanha intolerância, de radicalismo de opiniões, visões de mundo. Criar pontes de diálogos é sempre pontual e, nesse sentido, esse diálogo foi muito positivo tanto quanto para a comunidade acadêmica, quanto membros externos. Bom no ponto de vista da construção de uma sociedade mais justa e mais tolerante. O ponto alto é a capacidade de dialogar entre as opiniões do senso comum e senso critico. Percebe-se o papel civilizador que a religião exerce em relação à nossa vida e a ideia de fazer o bem.” Completa.

“Essa é uma oportunidade de ampliarmos o diálogo interreligioso e inter-humano no espaço social, em nos ouvir, perceber e tolerar em sua pluralidade de sentidos, para entender que não há sobreposição, hierarquia das ideias e que não é possível eleger o certo ou errado a partir de uma ótica. ” Relata a estudante do 8º semestre do curso de psicologia, Indira Emanuele.

O evento contou, ainda, com a presença e parceria da Pastoral Universitária, uma pastoral de fronteira que tem como um de seus objetivos a promoção do diálogo interreligioso no âmbito universitário.

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